Einstein, internet e teoria da comunicação

Estive lendo “Como vejo o mundo”, de Albert Einstein, há pouco. Além de brilhantes pensamentos, os primeiros parágrafos trouxeram à tona também o intrigante e inevitável raciocínio sobre nossa condição humana em tempos de internet e supercomunicação. Penso que fatores como comunidades e até mesmo religião possam tomar novos rumos de raciocínio a partir da novíssima realidade que experimentamos na era da informação. Acredito, ainda, que as questões fundamentais budistas de nascimento, velhice, doença e morte possam ser vistas e discutidas de forma mais global do que em qualquer outra época na história, no mundo globalizado, através de técnicas e tecnologias democráticas de publicação e compartilhamento de opiniões. A comunicação, centro da discussão da razão humana segundo Einstein (e também o já citado Tom Morris), ganha a devida importância e amplitude, afinal.
Com relação às intersecções daquilo que percebi de Einstein — até aqui — e as teorias da natureza da comuicação, podemos citar alguns pontos convergentes singulares: se a ética deve nos guiar para que nos tornemos seres melhores enquanto membros de comunidades, a comunicação enquanto agente de nivelamento entre indivíduos tem como objetivo “tornar comum” o que se queira comunicar entre os interlocutores, tendo como meta a igualdade entre os envolvidos durante o processo da conversa. Basicamente, quando duas pessoas têm os mesmos interesses ou um objetivo comum (lembre-se o caso das organizações), pode-se desenvolver a comunicação; o caso contrário representa a massa fundamental para as barreiras do processo da comunicação.

Pensando-se em comunicação como “ser comum”, ou “ser como um”, pode-se avaliar o tamanho da dificuldade envolvida no processo de transmissão de uma mensagem por atores fundamentalmente egoístas. Inúmeros problemas surgem da falta de capacidade altruísta do ser humano médio dos tempos consumistas, resultando no que se conhece por “ruídos” ou “bloqueios”.

Os “ruídos” poderiam ser definidos como os elementos ou efeitos de tudo o que atrapalha ou corrompe a completa e correta compreensão da mensagem. Já o “bloqueio” pode ser definido como o resultado da interrupção da comunicação em um determinado momento, seja por problemas no meio, na capacidade persuasiva dos interlocutores ou na criação de barreiras decorrentes de ressentimentos (sentimentos necessariamente ruins, engasgados, potencialmente explosivos e acumulados).

Fator importante na construção de bloqueios de comunicação são as chamadas “zonas de silêncio”, criadas de forma defensiva toda vez que um dos (ou ambos os) agentes do processo tende a inibir o raciocínio ou a absorção de um assunto pelo desenvolvimento de um reprocessamento de uma memória ruim e não descarregada. É energia química do hipotálamo em ação sobre cada receptor celular do nosso corpo, sentida de forma física e acumulada cancerigenamente até resultar em uma explosão atômica de lixos emocionais, normalmente prejudicial a uma existência harmoniosa em sociedade.

Somos assim, mãos para tocar, pés para fluir, mente, entorpecer… assim mesmo, desse jeito. E em sociedade, o tempo todo.

4 respostas para 'Einstein, internet e teoria da comunicação'

  1. Jimenez Diz:

    Bem interessante o texto Gabe. Algumas citações achei bem familiares inclusive, inspirado da semana que passou! eheh. Abraço

  2. Luciano Diz:

    Cara, sem palavras… so sorry!

  3. Ibererê Burri Diz:

    Olá Gabriel, andei passando roupas e palavras, queimei os dedos com o ferro… leia lá!

  4. Joseane Diz:

    olá Gabriel aqui é a Josy, fussando algumas coisas a respeito de Teorias da Comunicação te achei e gostei do seu comentário,vamos nos comunicar.
    Um abraço…

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