Blog da Olívia

23/05/07

Olívia com orelhinhas de urso.Para quem ainda não viu (ou não sabia o endereço), aí vai o blog da Liv:

www.clickmoda.com.br/olivia.

Ainda estamos com pouco tempo para atualizar, mas de vez em quando colocamos algumas novidades.

Um abraço.

Ferramentas open-source para equipes web (parte 1/2)

12/03/07

Faz um tempo que ando estudando e testando várias ferramentas de contribuição e controle para equipes que trabalham com web, especialmente interfaces open-source e que não demorem muito para serem digeridas por equipes de nível médio de conhecimento; algo que possa ser usado por pequenos, médios e grandes, com o mínimo de custo de desenvolvimento possível. Apesar de ter perdido bastante tempo com algumas belas porcarias, descobri algumas coisas boas por aí. Os links para as ferramentas citadas aqui estão no final do post.

Intranet

Bem, pra começar, vamos falar de intranet. Normalmente, as empresas para as quais eu presto consultoria solicitam o desenvolvimento de uma intranet, que necessariamente precisa ser “totalmente personalizada”. No final, o que a grande maioria quer é um bom cadastro de clientes (que pode ou não evoluir para um CRM), ferramentas de comunicação interna para memorandos, atas de reunião, essas coisas, centralização de e-mails, notícias e agenda de compromissos e prazos de projetos.
A minha alternativa acabou sendo por um baita agregador de funções, ou flakes, como eles preferem chamar. O Pageflakes.com é um site totalmente web 2 desde o conceito. Você faz um cadastro rápido, com e-mail e senha, e a partir daí começa a personalizar o espaço da sua página com flakes, que são módulos que você escolhe. Atualmente já é possível encontrar muitos flakes prontos, como a previsão do tempo via weather.com, leitura de e-mails do gmail e do del.icio.us através de RSS, google calendar direto via iCal, chat fechado, calculadora, bloco de notas e um monte de serviços muito úteis. Além disso, você pode adicionar seus feeds preferidos em RSS a qualquer hora, montando o layout da tela com AJAX, do jeito que você quiser. O mais legal de tudo é que você pode criar várias páginas e, assim, um administrador pode criar uma página compartilhada para todos os colaboradores, com ferramentas comuns a todos. E cada um pode ter, ainda, sua página individual, para colocar seu e-mail pessoal, suas listas de ToDo e etc. É excelente, free, feito por uns caras de Bangladesh (mas com versão em português do Brasil) e com uma comunidade muito dedicada de desenvolvedores. A estrutura de flakes é tão simples que o pessoal da Cronic está desenvolvendo um flake de bate-papo baseado no protocolo do Gmail. Vale muito a pena!

Blog – solução elegante e definitiva para documentos

Bom, depois vem o blog. Ainda tem muita gente que simplesmente não se tocou do poder que essa ferramenta tem. Com um bom Wordpress (cujos fontes em PHP podem ser baixados gratuitamente no wordpress.org.), é muito fácil publicar e manter organizados todos os documentos internos, como procedimentos, memorandos, atas de reuniões e até os blogs da equipe. Tudo isso muito organizado, com categorias, metatags e permalinks que garantem a fácil indexação do sistema por mecanismos de busca, comentários, rss, documentos multimídia e uma infinidade de funcionalidades. O sistema original vem bem “cru”, mas basta um tempinho para encontrarmos centenas de plugins que enriquecem o sistema, permitindo desde o fechamento de algumas categorias de posts para usuários de diferentes níveis, até a inserção de galerias em Flash ou do Flickr, calendários, vídeos do youtube e podcasting. Você pode usar o Wordpress para fazer comunicações oficiais à imprensa, treinar pessoal, ou arquivar documentação. E tudo isso com um framework que permite a rápida criação e implementação de templates em CSS. É animal, robusto e não tem comparação. Na Cronic, vários projetos já vêm sendo desenvolvidos com o Wordpress por trás, como plataforma de um CMS completo. Muito versátil também.

Google Applications

Uma outra novidade que já vinha sendo falada há alguns meses, mas só ficou útil quando alguns provedores aderiram, é o Google Hosted, ou Google Applications. Trata-se de uma plataforma oferecida gratuitamente pelo Google para que você utilize as melhores ferramentas deles, incluindo Gmail, Google Analytics, Google Calendar e GTalk, mas dentro do seu domínio. Por exemplo, você pode usar uma interface de webmail idêntica ao Gmail, com todas as vantagens de conversas em contexto, labels, busca e integração com o GTalk, só que para o domínio da sua empresa, para e-mails @seudominio.com. Você pode criar uma agenda no Google Calendar apenas para a sua empresa, com os avisos indo direto para os e-mails do seu domínio. Quer dizer, você ganha um webmail poderoso e com 2Gb de espaço, o melhor sistema de calendário que existe (que atualmente manda até mensagens para algumas operadoras no Brasil para todos os eventos, de graça!), um instant messenger fantástico que é o GTalk, uma ferramenta de análise de acessos muito poderosa e uma interface para controlar tudo isso, com a segurança dos sistemas by Google. O segredo é bem simples: no seu provedor, você muda o controle dos serviços MX (que controlam os e-mails) para o servidor do Google. Por enquanto, eles estão limitando a 20 contas de e-mail por domínio, mas a maioria das empresas brasileiras (não só de web) tem menos de 20 pessoas. Tenho usado com sucesso pela Dreamhost ou com a Locaweb.

Ainda esta semana continuo…

Einstein, internet e teoria da comunicação

11/11/06

Estive lendo “Como vejo o mundo”, de Albert Einstein, há pouco. Além de brilhantes pensamentos, os primeiros parágrafos trouxeram à tona também o intrigante e inevitável raciocínio sobre nossa condição humana em tempos de internet e supercomunicação. Penso que fatores como comunidades e até mesmo religião possam tomar novos rumos de raciocínio a partir da novíssima realidade que experimentamos na era da informação. Acredito, ainda, que as questões fundamentais budistas de nascimento, velhice, doença e morte possam ser vistas e discutidas de forma mais global do que em qualquer outra época na história, no mundo globalizado, através de técnicas e tecnologias democráticas de publicação e compartilhamento de opiniões. A comunicação, centro da discussão da razão humana segundo Einstein (e também o já citado Tom Morris), ganha a devida importância e amplitude, afinal.
Com relação às intersecções daquilo que percebi de Einstein — até aqui — e as teorias da natureza da comuicação, podemos citar alguns pontos convergentes singulares: se a ética deve nos guiar para que nos tornemos seres melhores enquanto membros de comunidades, a comunicação enquanto agente de nivelamento entre indivíduos tem como objetivo “tornar comum” o que se queira comunicar entre os interlocutores, tendo como meta a igualdade entre os envolvidos durante o processo da conversa. Basicamente, quando duas pessoas têm os mesmos interesses ou um objetivo comum (lembre-se o caso das organizações), pode-se desenvolver a comunicação; o caso contrário representa a massa fundamental para as barreiras do processo da comunicação.

Pensando-se em comunicação como “ser comum”, ou “ser como um”, pode-se avaliar o tamanho da dificuldade envolvida no processo de transmissão de uma mensagem por atores fundamentalmente egoístas. Inúmeros problemas surgem da falta de capacidade altruísta do ser humano médio dos tempos consumistas, resultando no que se conhece por “ruídos” ou “bloqueios”.

Os “ruídos” poderiam ser definidos como os elementos ou efeitos de tudo o que atrapalha ou corrompe a completa e correta compreensão da mensagem. Já o “bloqueio” pode ser definido como o resultado da interrupção da comunicação em um determinado momento, seja por problemas no meio, na capacidade persuasiva dos interlocutores ou na criação de barreiras decorrentes de ressentimentos (sentimentos necessariamente ruins, engasgados, potencialmente explosivos e acumulados).

Fator importante na construção de bloqueios de comunicação são as chamadas “zonas de silêncio”, criadas de forma defensiva toda vez que um dos (ou ambos os) agentes do processo tende a inibir o raciocínio ou a absorção de um assunto pelo desenvolvimento de um reprocessamento de uma memória ruim e não descarregada. É energia química do hipotálamo em ação sobre cada receptor celular do nosso corpo, sentida de forma física e acumulada cancerigenamente até resultar em uma explosão atômica de lixos emocionais, normalmente prejudicial a uma existência harmoniosa em sociedade.

Somos assim, mãos para tocar, pés para fluir, mente, entorpecer… assim mesmo, desse jeito. E em sociedade, o tempo todo.

Café e maracujá

3/10/06

Dica 1: não beba café após suco de maracujá — a combinação é terrivelmente ruim.

Dica 2: o posto BR da Brasil está vendendo um suco em lata por R$ 1,25, da marca Top Fruit. É Bom, Bonito e Barato.

A visão anarquista (ou o porquê do voto nulo)

21/09/06
“Ser governado é ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, identificado, doutrinado, aconselhado, controlado, avaliado, pesado, censurado, comandado por outros que não têm nem o título nem a ciência, nem a virtude…

Ser governado, é ser, a cada operação, a cada transação, a cada movimento, anotado, registrado, recenseado, tarifado, selado, tosado, avaliado, cotizado, patenteado, licenciado, autorizado, apostilado, administrado, impedido, reformado, endereçado, corrigido. É, sob pretexto de utilidade pública, e sob o nome do interesse geral, ser posto à contribuição, exercido, extorquido, explorado, monopolizado, pressionado, mistificado, roubado; depois, ao menor resmungo, à primeira palavra de reclamação, reprimido, multado, enforcado, hospitalizado, espancado, desarmado, garroteado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído, e por cúmulo, jogado, ludibriado, ultrajado, desonrado.

Este é o governo, esta é a sua justiça, esta é sua moral! E quem são entre nós os democratas que pretendem que o governo tem de bom; os socialistas que sustentam, em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade, esta infâmia; os proletários que colocam a sua candidatura para à presidência da república!”

Pierre Joseph Proudhon, in Idée générale de la révolution au XIX esiècle

Apenas um ponto de vista…

15/09/06

O website da Cronic e-Studios foi aceito, nesta quinta-feira (15/09), no showcase do CSSMania.com, um website espanhol que reúne cases de vários trabalhos feitos com dedicação e qualidade, nos padrões W3C de criação para a web.

O CSS (ou a parte da tecnologia usada para a montagem) do nosso projeto recebeu nota 9 na avaliação do público do CSSMania, o que é bem alto levando-se em consideração o elevado nível dos critérios utilizados pelos visitantes, em geral profissionais da rede.

Avaliação da Cronic no CSS Mania

Parabéns para toda a equipe da Cronic, que tem trabalhado com esmero para aplicar os padrões da W3C em 100% dos seus projetos, unindo leveza e qualidade em tudo o que é entregue pelo estúdio.
Confira a avaliação clicando aqui.

Som para criar

14/09/06

O novo sistema monstro da Cronic está sendo desenvolvido ao som de muitas bandas, mas especialmente City and Colour. Excelente projeto de Dalas Green, que nos lembra que, quando há talento envolvido, não precisa de muita coisa prá fazer um bom trabalho.

Aprovado e recomendado!

Primeiro podcast (é real)!

11/09/06

Aí vai:

Tocar! Sobre o que estamos fazendo aqui na Cronic…

Novas fotos - birthday e Link

6/09/06

Link no Yahoo! PhotosNovas fotos do Link no Yahoo! Photos: clique aqui
Figurinha…

As fotos foram tiradas em uma manhã de sol, na Cronic.

Destaque para o olhão azul, hehe.

Aniversário GZ 2006 Ah! E, com um certo atraso, as fotos do meu aniversário, que rolou em 26 de julho, lá em casa… A galera da Cronic apareceu com um engradado de cerveja e váááárias pizzas. Entre amigos, é sempre muito bom. ;)

clique aqui

Sobre tapas e beijos

18/08/06

Segundo as teorias de grupos em sociologia e inteligência emocional, não devemos ter expectativas se não quisermos problemas em nossos relacionamentos. De forma geral, devemos, sim, ter objetivos claros a serem alcançados.

Expectativa, aqui, significa uma visão pessoal e individual de como será a realidade que se deseja construir; de forma contrária, objetivos representam o alinhamento de metas do grupo ou das pessoas em relacionamento.

A expectativa é uma ilusão. Criamos expectativas o tempo todo em nossas relações, imaginamos como seriam todas as formas, cores e nuances ao se atingir o que se deseja e se, ao chegarmos lá, a realidade não for exatamente e pontualmente como estávamos querendo, criamos uma frustração imensa e nos apressamos em colocar a culpa no outro.

A expectativa é uma ilusão porque vira desejo. E este desejo, que em um primeiro momento nos fortalece rumo à ação, no dia-a-dia vira apego. E o apego, ao ser frustrado, vira conflito e aí, não há relacionamento que perdure. No início de uma relação (de trabalho ou não), pintamos um quadro de como será maravilhoso quando as barreiras da primeira impressão caírem e finalmente construirmos algo juntos, pulando imediatamente para o desejo de ver esta paisagem completa; isto nos alimenta por algum tempo, até que atinjamos a meta. Neste momento, caso as expectativas não sejam atendidas, mesmo que o resultado tenha sido alcançado, cria-se um conflito resultante da necessidade individual de recompensa, o que joga por terra o grupo per se.

Trabalhar em equipe, viver em sociedade, é um desafio tão grande porque envolve o desenvolvimento da empatia, a quebra do paradigma do apego e humildade genuína. É um exercício de humanidade. Talvez por esta razão, Tom Morris aponta a convivência criativa como o próprio sentido da vida. Budismo aplicado aos negócios (de novo).